"To begin with.......... EVERYTHING"
(do filme "Almost Famous")Passei por um período muito pensativa, diria um pouco triste também, em relação à minha vida em geral. Sabe aquele lance de crise existencial? Algo do tipo "To be or not to be"?? E mais, "será que fiz as escolhas certas? segui (ou estou seguindo) o caminho certo?"....
Não sei, esse lance de largar tudo e apostar em um ideal, querer viver um sonho para poder realizá-lo é um tanto quanto complicado porque de uma forma ou de outra não conseguimos separar o emocional daquilo que nos traz o sustento. Sem dúvida nenhuma, viver com emoção é a coisa mais maravilhosa na vida da gente, colocar amor em tudo é lindo! Mas complicado mesmo porque esperamos um reconhecimento à altura, o qual nunca teremos pois ninguem sentirá em nosso trabalho o amor que depositamos nele. Pode ser perceptível que o trabalho é feito com amor, mas ninguém nunca irá sentir o que sentimos ao fazê-lo.

O show do Judas Priest foi um marco para mim, pois em um momento do show senti algo estranho que me fez resgatar algo que estava se esvaindo:
ISSO É A MINHA VIDA E EU AMO ESSA VIDA BANDIDA!!!!!!!!!!! QUERO VIVER ATÉ O FIM DOS MEUS DIAS DESSA FORMA!!!!!Foi tão forte que hoje, três dias após o show, tenho em minha mente imagens daquele espetáculo.
Ao lembrar aquela imagem panorâmica do palco e do público indo à loucura me faz chorar. Não tem nada mais emocionante para mim do que ver o que o rock faz com as pessoas! A idolatria ao artista, o artista como um maestro regendo sua orquestra composta por fãs, a energia, o calor, a emoção. Nossa, isso é completamente anestésico.

Fazendo uma retrospectiva deste ano, levanto as mãos para os céus e agradeço a Deus por ter me abençoado. Não poderia ser mais feliz do que sou!
Pulando alguns acontecimentos, quero lembrar aqui a emoção que senti ao ter a oportunidade de conhecer em carne e osso o meu IDOLO sempre, Ozzy Osbourne, minutos antes de entrar em palco no show que aconteceu no Parque Antárctica em abril desse ano. Só de saber que rolaria uma sessão de fotos no camarim, semanas antes eu já estava pirando. No dia acordei como uma criança querendo aquele brinquedo dos sonhos.... passei o dia com aquilo na cabeça e até segundos antes de entrar no camarim, nao estava acreditando no que estava acontecendo. Extremamente preocupada porque aquela emoção já tinha tomado conta de mim, fiquei testando a câmera, o flash, tudo!! Até o momento em que a produção nos liberou para entrar. No que entrei, me deparei com aquele Ser surpreendente!

Não estava acreditando. Pensei comigo mesma: "você é o Ozzy?? não, é um cover, não pode ser!". Tentando evitar qualquer tipo de espasmo, qualquer coisa que atrapalhasse as fotos, abstraí.... como se não fosse ele... mas é inesquecível para mim a forma como me dirigi a ele: "
Ozzy, let me take a picture of you holding the magazine"..... e ele: "
Oh, OK, hehehe"..... "
Ozzy, would you mind sitting here for another picture??".... e ele, novamente: "
Oh OK, hehehe...". Fora que quando pedi para tirar uma foto com ele, espichei minha camiseta e disse: "
I have you on my shirt!!!!" e Ozzy deu mais uma risadinha "
Hehehehe..."
FOI MÁGICO!

Não queria sair dali nunca mais. Ozzy é uma lenda que carrega consigo uma fonte enorme de energia. Transmite algo magnífico, majestoso, maravilhoso.
Porém, cheguei a me perguntar se ele conseguiria levar o show nas condições em que o vi no camarim. Pouco importa, estive ali com ele, alguns minutos que passaram muito rápido, mas estive ali.
Enfim, nada vai conseguir expressar o que sinto em relação a isso.
Ao entrar no palco, minha pergunta foi respondida. Sim, Mr. Osbourne pode levar o show e muito bem!!! Acredito fortemente que ao subir ao palco, por mais estrela que seja o artista, ele se comove com o público que consegue reunir. Imagina Ozzy, ao ver quase 40 mil pessoas a sua espera. Aquilo deve correr na veia do cara!!!!!!! Por isso que durante todo o show correu de um lado para o outro. Claro, sem dúvida nenhuma as 40 mil pessoas nao foram para ver Korn, nem Black Label Society, e sim Ozzy Osbourne. Muitos dizem que ele estava acabado, no fim da linha. Mas meus amigos, nós somos todos seres humanos mortais e se passamos 2 noites em claro trabalhando, ficamos acabados. Imagina um rockstar com uma rotina trocentas vezes mais agitada, viagens, festas, drogas e tudo o que tem direito? Subir a um palco e fazer uma apresentação daquelas, aos quase 60, não é para qualquer um.

Parte dessa retrospectiva, importantíssima parte, foi minha viagem a Europa na metade do ano. Passei 34 dias, non-stop, em função do ROCK.
Fiz uma grande abertura de minha "tour fotográfica" cobrindo o show do Status Quo em Frauenfeld, uma pequenina cidade próxima a Zurich, na Suiça. Foi fantástico. A casa lotada, a banda, uma das minhas favoritas, com um pique animal, de um lado para o outro do palco.
Na sequencia, estreei com uma entrevista em Copenhagen, da banda de abertura do show do DIO. Banda maravilhosa da Suécia chamada Fatal Smile, além de fotografar o show da banda e também do baixinho com voz poderosíssima, Ronnie James Dio. Impressionante como as coisas acontecem na Europa (e acredito que nos Estados Unidos, também). Dio fazendo um show em uma casa do tamanho, ou pouca coisa maior, do Café Piu Piu aqui em São Paulo.
Segui para Suécia, para cobertura do Sweden Rock Festival. Foram 4 dias de rock'n'roll!! Muito hard rock, na verdade. Muita gente bonita também. E maluca, também!!! Dormi e acordei Rock nesses dias. Fiquei apaixonada pelo povo suéco. Pelo menos durante o Sweden Rock, todos muito alegres e muito festeiros. Aqui fica um pouco de público roqueiro.

































Na sequencia fui para um rolê na Alemanha e de lá, Holanda. Fiz um pitstop em Amsterdã e de lá fui para Nijmejen, cidade proxima, onde aconteceria Arrow Rock Festival. Para dar uma idéia do que foi aquilo, Reo Speedwagon, Def Leppard, Journey, Kansas, Twisted Sister, Motorhead, Whitesnake, KISS. Querem mais???? EU TAMBÉM!!!! tudo de novo e muito mais!!
Encurtando o itinerário, fiz umas visitas a alguns clubes pequenos em Londres onde pude conhecer artistas menos expressivos mas que são donos de um talento imenso.
Para mim não importa a banda, não importa a história dos músicos, não importa a vertente que seguem, nada disso importa. O que importa é o que isso faz com meu coração. O que faz com a minha pele!
E eu repito: EU AMO A MINHA VIDA BANDIDA